Os "Existencialistas": parte 2 - Jean-Paul Sartre - O Homem do século XX

A Dialética da Libertação: Anarquismo, Existencialismo e Descentralismo.
Os "Existencialistas": parte 2 - Jean-Paul Sartre - O Homem do século XX

"Liberdade é escravidão às conseqüências de nossas ações e ao mestre da responsabilidade." - charlie777pt

1. Introdução


"Corrupção é a intrusão do governo nas eficiências do mercado na forma de regulamentações." - Milton Friedman

A política é a construção de aparências usando o engano como a sua ferramenta-mestre, e o capitalismo não pode prosperar sem desperdício e corrupção que mata a democracia e elimina a justiça e a ética.
Não há mais justiça neste mundo e a igualdade está a ser engolida por um poder centralizado, que fala a linguagem do dinheiro.
A justiça hoje é a voz das poderosas classes privilegiadas.
As pessoas estão cada vez mais questionando e julgando a justiça porque ela não é mais o pilar da igualdade na sociedade.
A Justiça Moderna é propriedade da política e do dinheiro, com uma lei questionável , bem como a sua prática, que não pode trazer a igualdade, e revela um paralelo com a grande crise existencial dos valores e fundamentos da sociedade atual.
As esperanças e aspirações das pessoas estão a desaparecr e isso faz uma brecha questionável nos processos democráticos, porque todos nós temos o direito de participar da mudança social dentro do sistema.

Os Coletes Amarelos ainda estão vivos e têm muito em comum com os movimentos existencialistas, anarquistas e ativistas, porque não têm estrutura organizada, mas atraem muitas estruturas centralizadas do aparelho político, que se infiltram e destroem o espírito do movimento, onde as facções violentas são alimento para o estado reforçar sua autoridade.
Macron está a dar ordens para disparar sobre o róprio povo que ele representa, mostrando que o músculo vai substituir o diálogo.
Este sistema real de repressão pela polícia-exército com agressão e fogo contra os Coletes Amarelos, por usarem a sua voz para dizer não à injustiça e desigualdade que são a moralidade atual da Lei e do Estado.

Como no final dos anos 60, estamos a viver em tempos de extrema ideologia e sofrimento humano, e como então a filosofia existencial está de volta às ruas hoje, com mais pessoas a aderirem aos Coletes Amarelos e à Rebelião de Extinção (XR) que estão engajados nos eventos sociais na França e no Reino Unido, como movimentos políticos e históricos na Europa.
As elites estão entrincheiradas no poder e a não-violência é uma obrigação para o ativismo político e temos de afirmar o dever moral de resistir e lutar para encontrar a paz dentro de nós e um sentido para a vida do que viver numa realidade falsificada que não é nossa e nos afasta.
Eu realmente gosto do discurso e estratégia existencialista e pacifista de Roger Hallam, o co-fundador da Extinction Rebellion, porque parece que o fantasma de Sartre que está de volta para liderar este movimento, como aconteceu em Maio de 68 em França.
Eu sugiro fortemente os dois vídeos abaixo com sua entrevista com Chris Hedges

"A violência, seja como for que se manifeste, é sempre uma derrota." - Jean-Paul Sartre

O Agentes Pacíficos de mudança social precisam de encontrar uma maneira de se movimentar de forma não-violenta contra a polícia insana e fortemente armada, sob as ordens das classes elitistas dominantes, vivendo em suas torres de cristal.

2 - Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Juin 1905 - abril de 1980) - O Homem do século XX


"Eu não sou virtuoso. Nossos filhos serão se derramarmos sangue suficiente para lhes dar o direito de ser." - Jean-Paul Sartre

Eu estava a sentir desconforto em escrever sobre Sartre, porque sabia que seria um post muito grande, mas eu o cortei até o ponto em que ele não estaria concentrado como uma lata de sardinha, e não posso dividi-lo em várias partes, porque interferiria com sua compreensão global.

O Existencialismo nasceu na pós-segunda guerra mundial nos anos 40 e 50, iniciada principalmente por Jean-Paul Sartre, um filósofo, dramaturgo e romancista francês, que influenciou uma mudança na interpretação e análise da civilização ocidental e seu pensamento inerente.
Todos os atores do movimento existencialista na história, pareciam criar grandes amizades iniciais, mas sempre acabavam em confrontos de ideias e formas de agir no ativismo político, começando pelos religiosos versus os ateus. e depois Heidegger voltou-se contra seu amado e admirado professor Edmund Husserl, Sartre brigando com seu mentor Heidegger, Camus lutando contra Sartre, mas publicamente apenas Sartre e Beauvoir permaneceram unidos em relação a suas visões de vida e ativismo político patrocinando o anti-conformismo.
De qualquer forma, todos partilhavam a crença de que o indivíduo deve encontrar um caminho para o desespero da Existência e temos que nos comprometer a ser responsáveis ​​pelas escolhas de nossas vidas.

"Uma pessoa sempre morre cedo demais ou tarde demais. E, no entanto, a vida está aí, acabada: a linha é traçada e tudo deve ser acrescentado. Você não é nada além de sua vida." - Jean-Paul Sartre

Algumas das fortes fontes filosóficas que influenciaram Sartre são Martin Heidegger, Karl Jaspers e o fenomenólogo Edmund Husserl, assim como muitos autores como Franz Kafka, Ernest Hemingway e Simone de Beauvoir.
Numa declaração curta, Sartre afirmou que a vida é construída sobre escolhas e que a nossa Essência está a nadar no mar da Existência, e podemos flutuar na superfície ou sermos afogados pela falta de determinação de assumir a responsabilidade por nossas ações, através das quais as pessoas nos julgam e nos definem.
Agimos com base em como temos agido antes, mas sempre temos sempre de escolher nossas ações com uma escuta interna mais profunda para a afirmação da nossa Essência.
A principal questão para a vida era descobrir o que significava ser um Ser Humano e o significado da Existência.

Jean-Paul Sartre é o Ministério da Verdade na sociedade trémula no final dos anos 60 em França, e tornou-se um líder de rua dos estudantes que mais tarde se uniram aos trabalhadores, mostrando a mais impressionante demonstração social do pensamento radical do existencialismo, como uma filosofia viva na rua.
Sartre acreditava na busca da Liberdade e da Verdade, assumindo a responsabilidade pelas nossas escolhas e ações perante nós mesmos e todos os outros Homens.
Devemos quebrar os padrões ancestrais da cultura e as tradições judaico-cristãs-protestantes, que habitam as nossas almas, como fantasmas de antigas crenças escondidas nos modos de pensar, e que estamos aqui na Terra para procurar o sentido da vida e do ser, em vez de nos ver como algum tipo de marionete para cumprir os mandamentos de Deus.

Sartre abraçou a filosofia e o ativismo político, e nunca escondeu sua simpatia pela esquerda (mas nunca aderiu ao Partido), que cessou com a invasão da Hungria pelos soviéticos em 1956, e isso fez dele um alvo para o partido comunista francês (PCF) como propagandista, infetando a juventude com idéias anticomunistas.
Ele continuou namorando o maoísmo, mas rejeitou a autoridade centralizada do Estado comunista, e no final, ele faz a declaração mais importante do seu existencialismo.
Ao longo de sua vida, Sartre encontrou conexões entre o existencialismo e a filosofia marxista, e até mesmo com o maoísmo, a fim de finalmente perceber que ele sempre foi um anarquista.

"Se alguém reler todos os meus livros, perceberá que não mudei profundamente e que sempre fui um anarquista." - Jean-Paul Sartre

Sartre foi um apologista da formação da atual Comunidade Européia, como um poder autónomo para contrabalançar o controle do neoliberalismo emergente e do coletivismo dos EUA e da Rússia.
Ele recusou quase todos os prémios dados pela civilização ocidental (incluindo o Nobel) e tinha um estilo de vida totalmente desligado das posses materiais, explicando a razão por que ele nunca teve uma casa e morava sempre em hotéis e não tinha nenhum apego a bens materiais.

"A minha vida e minhas filosofias são uma e a mesma coisa" - Jean-Paul Sartre num Diário

3 - A Dialética Existencial de Sartre.


"O quadro da humanidade é a matéria". - charlie777pt

Chamo á atenção para a dificuldade de leitura deste texto pela sua densidade conceptual, e que foi produto da uma grande sintese de pensamento, na minha visão pessoal, após a leitura da quase todas as publicações de Sartre.
Vou tentar passar um pouco além das polémicas ligações politicas de Sartre, para tentar aqui explicar a verdadeira dialética existencial em termos filosóficos e metafísicos da relação do Ser Humanoe biológico com o mundo material.

A relação do Homem com a materialidade é um exemplo da espiralidade do pensamento dialéctico.
Sartre, considera que o Homem é mediado pelas coisas na mesma medida em que as coisas são mediadas pelo Homem, e que este está sempre relacionado com a materialidade em e através dos outros Homens.

A materialidade ligada á afectividade e aos processos cognitivos, implicam duas lógicas diferentes, respectivamente a lógica da contradição e a lógica da não-contradição.
Nesta lógica da contradição, afirmação e negação são simultaneamente aplicadas ao mesmo objecto pelo mesmo sujeito, criando uma situação de ambivalência a que Sartre se refere como a angústia da escolha.

Este é o tipo de análise necessária à interpretação do Homem no "Cenário Humano".
Este raciocínio permite-nos compreender o meio pelo qual uma pluralidade é constituída como um Total, (uma "totalização" como diriaSartre), seja como um todo-sujeito ou um todo-objecto.
Sartre vê uma totalização como uma organização unificadora de uma pluralidade e a humanidade é uma pluralidade de tais organizações.
A relação totalizante do ser material, o Homem, com o mundo material é definida pela necessidade, que destotaliza a totalidade criando uma dialéctica da totalização-destotalização-retotalização.

4 - Praxis of the individual and Matter as Totality


"Meu pensamento sou eu: é por isso que não consigo parar de pensar. Eu existo porque acho que não consigo deixar de pensar." - Jean-Paul Sartre

Sartre refere a Destotalização, como "uma injecção do Nada no Mundo" criando com ele uma relação unívoca e não-recíproca, que se traduz numa Praxis individual.
O Homem está sempre relacionado com a matéria em e através dos outros homens.
As relações interpessoais são intermediadas em e através do campo material, e são condicionadas por factores externos.

A Materialidade é inerte (total das praxis possíveis) e é circulante pois "foge-nos" em virtude da multiplicidade de outras unicidades ou totalizações, feitas por outrem e que complementem ou não a nossa.
A totalidade das minhas praxis possíveis é destotalizada por ser campo de uma totalização da praxis de outrem, na qual somos apenas parte da totalização dele.
Nesta dialéctica a materialidade irá transformar-se num veículo de significado.
Por outras palavras, o grau em que as acções das outras pessoas confirmam as nossas expectativas sobre elas e a medida em que o nosso comportamento satisfaz as expectativas que os outros têm acerca de nós, depende da capacidade e disposição para nos comportarmos duma maneira regular e previsível (com a consequente introjecção de compromisso ou violência).
Na reciprocidade cada um pode fazer dos fins do outro um veículo para si, da mesma maneira que o outro para si um veículo dos nossos fins.

"Eu existo apenas através daqueles que nada são além do seu ser por meu intermédio". - Jean Genet(citado em "Razão e Violência")

A reciprocidade terá o carácter de intercâmbio, que é efectuado no campo da materialidade, e estabelece-se pela relação do conceito de valor de uso - valor de troca.
Portanto em reciprocidade somos do mesmo tempo, objecto e instrumento dos fins do outro, pelo facto de o tornarmos objecto e instrumento das nossas finalidades, conservando-se no entanto cada um como produto do seu produto.
Neste intercâmbio, está a totalização do auto-conceito e a unidade organizadora da multiplicidade, o looking -glass- self. Convirá sempre frisar o campo de materialidade onde se efectua o intercâmbio sempre condicionado pela totalidade da história.
A unificação encontra-se no reconhecimento mútuo, como dois agentes, cada qual integrando todo o Universo.
No entanto, a unificação que é constituída sobre uma relação de materialidade, a classe dos objectos (classificação) e o seu uso (seriação), transforma a pessoa e determina o seu relacionamento.
A totalização das acções humanas sempre mediada pela matéria, é totalização feita à matéria pelas relações humanas por um lado e por outro lado totalização feita às relações humanas pela matéria.

5 - A Matéria como um totalidade totalizada é uma primeira experiência da necessidade


"A dialéctica é a lei da totalização. Organizações colectivas, sociedades, história. São realidades impostas ou que se impõem ao indivíduo." - Ronald D. Laing em Razão e Violência

A história humana, é totalização (no) presente do passado e orientação do futuro, pois os homensfazem a história baseados em condições anteriores.
A ideia torna-se uma coisa significada por coisas e não um acto significante.
A matéria, como negação do Homem é no entanto a única realidade totalizadora da história.
A relação de uma multiplicidade de sujeitos com o campo onde a praxis indidual emerge pela necessidade (nascida nas relações de cada um com o campo e nas reciprocidades entre os sujeitos) e no entanto a relação fundamental da nossa história é a reciprocidade da necessidade-escassez (valor de uso-valor de troca).
A dialéctica da necessidade-escassez é o factor que possibilita a explicação da história.
O próprio indivíduo é simultaneamente redundante e escasso quando inserido dentro de um grupo.
Condicionado pela matéria o homem não age só pela necessidade, mas também reage às exigências do objecto (coisa) sobre ele. Estas exigências influenciam também a criação dos grupos.

"Agir é uma agonia feliz". - Jean Paul Sartre

A contradição dos interesses de classe (sentido marxista) revela a tentativa individual de encontrar o laço original com a matéria.
A acção para satisfazer a necessidade é restringida pelo Outro, criando uma alteração ao passar da "minha-acção-para-mim" para "minha-acção-para-si".
A "alteridade" será o aspecto estrutural da transição de "self-para-o-self" a "outro-para-o-outro".
O movimento será a alteração, a relação de materialidade subjacente é a objectivação da praxis materializada.
O homem é portanto encontrado na dialéctica criada entre objectivações (apropriações da matéria) da praxis material e as suas alterações como "outro-para-o-outro".
Na relação do sujeito cognitivo com a apropriação do campo da materialidade vem da necessidade/(desejo enquanto afectividade).
As realidades da Praxis na medida em que se realizam em e por elas mesmas, a interpenetração de uma multiplicidade de indivíduos organizados numa totalidade, são produto do trabalho humano.
O grupo é uma forma de integração, a multiplicidade de indivíduos através de uma acção conjunta produz uma forma de ser, criada como unidade ou série.
A serialidade será a relação interna-externa. A metamorfose da multiplicidade de uma série será a "serialização".
A série só se torna perceptível pela apreensão da estrutura formal e universal da alteridade.
Existirá também um Outro "seriado" como "ser-comum-a-todos".
O campo social da série, é a unidade do "ser-outro" e uma semi-pluralidade.
Uma classe social vista no campo prático-inerte, é uma série e o "ser-de-classe" o status da serialidade imposto à multiplicidade dos indivíduos que a compõem.

A estrutura de cada relação está em cada um assim como o interiorizado dessa relação, tendo uma dupla propriedade: ser inerte (considerando a estrutura como esboço) e ser dinâmica (efectiva, realizada pela praxis de todos e de cada um).
O sistema relacional é portanto ao mesmo tempo um instrumento e um limite do pensamento, pois o sistema é constituído por relações lógicas generalizadas, cujos princípios lógicos, são o compromisso subjacente da própria relação.
A acção interpessoal existe em cada praxis individual como unidade interiorizada da multiplicidade.

"Acting is a question of absorbing other people's personalities and adding some of your own experience." -Jean Paul Sartre

Cada praxis individual como unidade interiorizada da multiplicidade surge como acção omnipresente e ubíqua do grupo.
Na constituição do grupo ou série, deverá jogar-se o grau em que as acções das outras pessoas confirma as nossas expectativas sobre elas, e a medida em que o nosso comportamento satisfaz as expectativas que os outros têm acerca de nós. Inclusivamente, falar de um auto-conceito "serializado" como produto dos auto-conceitos individuais.
Os papéis sociais envolvem igualmente "performance" de acordo com as expectivas dos outros e ss pessoas validam as suas opiniões e capacidades, comparando as "performances" e valores pessoais com os das outras pessoas.

A questão das expectativas ou seja do "ser-outro-para-o-outro" põe-nos o problema das conformidades e das violências perpetradas pela sociedade-grupo-trabalho-escola-família-mãe numa estruturação hierárquica da sociedade de classes.
As expectativas e os conformismos estabelecem-se na dialéctica entre a cultura e a ocupação das várias posições sociais (O Ser de classe), que requerem "performances" e papel formal apropriado, que se encontram em todo o indivíduo na avaliação que ele faz a si próprio através dos outros (looking-glass-self).

6 - Sartre e as Drogas


Sartre não se deu bem com as drogas psicadélicas (mescalina), como podemos ver na sua "má viagem" (bad trip) bem documentada, ao falar com os caranguejos, mas que mais tarde serviu como material para a terapia com Jacques Lacan quando descobriram que isso significava medo da solidão.

“Que caranguejos? Você está louco? Que caranguejos? Ah! Sim. Bem, sim ... Os caranguejos são homens. E então? De onde eu tirei essa ideia? Homens de verdade, bons e lindos, em todas os balcões dos séculos. Quanto a mim, eu estava a rastejar no quintal; Eu imaginei ouvi-los falando: "Irmão, o que é isso?" Essa era eu. Eu, o caranguejo ... ”- Sartre, o condenado de Altona

Ele foi salvo da "má viagem" por um telefonema providencial de Simone de Beauvoir, que parou a batalha com muitas criaturas marinhas.
As alucinações psicóticas relacionavam-se com os seus recorrentes ataques de ansiedade, como ele disse: "Eu sei qual é o problema comigo. Estou à beira de uma psicose alucinatória crónica", embora ele reconhecesse que a droga não era a parte culpada, mas ele mesmo.
Ele era um consumidor regular e diário de corydrane (anfetamina e aspirina) por um longo tempo, o que piorou o seu vício como fumador inveterado de cachimbo e cigarro, tornando sua existência na Terra mais curta, sem mencionar o consumo intensivo de álcool de vodka e vinho, uísque, barbitúricos, café e chá, e muita comida tóxica, fazendo com que sua saúde piorasse várias vezes, quando ele tinha que parar o consumo de algumas dessas drogas, mas ele nunca desistiu para sempre.

Tenho certeza de que a anfetamina contribuiu muito para os escritos prolíficos, mas, por outro lado, estava a comer a saúde de Sartre em ritmo acelerado.
O trabalho excessivo com esses coquetéis diários de drogas e álcool ajudou a alimentar seu frenesi para escrever em longas e pesadas sessões de trabalho, fazendo a sua saúde afundar e ele morreu deixando dois livros de finalização, Critique and the Family Idiot.

"One cannot become a saint when one works sixteen hours a day."- Jean-Paul Sartre

Videos (Em Inglês):

Jean-Paul Sartre and Existential Choice in 2 minutes

PNTV: Existentialism Is a Humanism by Jean-Paul Sartre

PHILOSOPHY - Sartre

Chris Hedgesinterview Roger Hallam, co-founder of Extinction Rebellion (XR)
Extinction Rebellion part I



Extinction Rebellion part II

A Dialética da Libertação: Anarquismo, Existencialismo e Descentralismo.
Artigos publicados:

I - Anarquismo
II - Existencialismo
Próximos posts da Série:
II - Existencialismo(Cont.)
  • Os "Existencialistas" (Cont.)
    • Parte 3 - Simone de Beauvoir - O Castor
    • Parte 4 - Albert Camus - O Absurdista
    • Parte 5 - Merleau-Ponty - O Humanista do Existencialismo
  • Humanismo e Existencialismo
    • Parte 1 - Psicólogos humanistas
    • Parte 2 - O Medo da Liberdade de Erich Fromm
  • Existencialismo e Anarquismo
  • O Futuro: Pós-Humanismo, Transumanismo e Inumanismo
III - Descentralismo
  • O que é o Descentralismo?
  • A Filosofia do Descentralismo
  • Blockchain e Descentralização
  • Anarquismo, Existencialismo e Descentralismo
IV - A Dialética da Auto-Libertação
  • O Congresso da Dialética da Libertação
  • Psicadelismo e movimentos Libertários e Artísticos
  • O Budismo Zen de Alan Watts
  • Psicanálise e existencialismo
  • O movimento antipsiquiátrico
  • Anarquismo, Existencialismo, Descentralismo e Auto-Libertação
V - Conclusões e Epílogo
Referências:
- charlie777pt on Steemit:
A Realidade Social : Violência, Poder e Mudança
Colectivismo vs. Individualismo
Índice do Capítulo 1 - Anarquismo - desta série - Parte 1 desta Série
Os Biotas sonham com uma cidade blockchain?
Self-concept, Self-Esteem and Self-Image - The Human Nature Part 3
Self-concept, Self-Esteem and Self-Image - The Human Nature Part 2
Self-concept, Self-Esteem and Self-Image - The Human Nature Part 1

Livros:
Oizerman, Teodor.O Existencialismo e a Sociedade. Em: Oizerman, Teodor; Sève, Lucien; Gedoe, Andreas, Problemas Filosóficos.2a edição, Lisboa, Prelo, 1974.
Sarah Bakewell, At the Existentialist Café: Freedom, Being, and Apricot Cocktails with with Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus, Martin Heidegger, Maurice Merleau-Ponty, and Others
Levy, Bernard-Henry , O Século de Sartre,Quetzal Editores (2000)
Jacob Golomb, In Search of Authenticity - Existentialism From Kierkegaard to Camus (1995)
Herbert Marcuse, One-Dimensional Man: Studies in the Ideology of Advanced Industrial Society
Louis Sass, Madness and Modernism, Insanity in the light of modern art, literature, and thought (revised edition)
Hubert L. Dreyfus and Mark A. Wrathall, A Companion to Phenomenology and Existentialism (2006)
Charles Eisenstein, Ascent of Humanity
Walter Kaufmann, Existentialism from Dostoevsky to Sartre (1956)
Herbert Read, Existentialism, Marxism and Anarchism (1949 )
Martin Heidegger, Letter on "Humanism" (1947)
Friedrich Nietzsche, The Will to Power (1968)
Jean-Paul Sartre, Existentialism And Human Emotions
Jean-Paul Sartre, O Existencialismo é um Humanismo
Maurice Merleau-Ponty, Sense and Non-Sense
Michel Foucault, Power Knowledge Selected Interviews and Other Writings 1972-1977
Erich Fromm, Escape From Freedom. New York: Henry Holt, (1941)
Erich Fromm, Man for Himself. 1986
Gabriel Marcel, Being and Having: an existentialist diary
Maurice Merleau-Ponty, The Visible and The Invisible
Paul Ricoeur, Hermeneutics and the Human Sciences. Essays on Language, Action and Interpretation
Brigite Cardoso e cunha, Psicanálise e estruturalismo (1979)
Paul Watzlawick, How Real is Reality?
G. Deleuze and F. Guattari,
Anti-Oedipus: Capitalism and Schizophrenia